quarta-feira, 11 de outubro de 2023

A Revolução da Sétima Geração de Consoles: Transformações e Impactos

No início dos anos 2000, me vi afastado do mundo dos videogames devido ao alto custo dos consoles. Quase acreditei que jogar videogame era uma fase passageira e que estava na hora de seguir em frente. Tentei me convencer disso, pois não tinha mais um console, até que consegui um Playstation 2, reacendendo minha paixão pelos jogos. Contudo, a sétima geração trouxe novos desafios.

Em 2007/8, com um emprego estável, pude finalmente comprar meus jogos. A sétima geração de consoles começava com o Nintendo Wii, PS3 e Xbox 360. O Wii não me interessou; queria um PS3 para continuar a saga do PS2, mas estava caro e sem desbloqueio. Optei pelo Xbox 360 por ser mais acessível e ter desbloqueio disponível. Assim, comecei minha jornada com o primeiro videogame da Microsoft, mergulhando na geração HD.

Meu conhecimento sobre o primeiro Xbox era limitado, pois havia jogado poucos jogos em locadoras. Ao comprar o Xbox 360, meu primeiro jogo foi Bayonetta, que havia me impressionado nas revistas. Jogar em HD pela primeira vez foi uma experiência incrível. Bayonetta, com seus gráficos vibrantes, ação frenética e trilha sonora marcante, deixou uma ótima primeira impressão, mas minhas opiniões mudariam com o tempo.

No entanto, nem tudo são flores. Comecei a perceber problemas, e aqui compartilho minha opinião.

Sou fã da franquia Resident Evil, e esta geração trouxe os piores jogos da série para mim. Saímos da trilogia clássica e RE 4 para os medianos RE 5 e RE 6, além do péssimo RE Operation Raccoon City. Outra franquia favorita, Final Fantasy, teve seu pior jogo, Final Fantasy XIII, que abandonei na metade. Castlevania também decepcionou com Lord of Shadow, mediano comparado aos anteriores. Silent Hill: Homecoming foi apenas razoável, abaixo dos predecessores. Metal Gear 4: Guns of the Patriots foi um ótimo jogo, mas exclusivo do PS3, aumentando minha frustração.

Em resumo, franquias que vi crescer tiveram seus piores jogos na sétima geração. The King of Fighters e Street Fighter também foram medianos, deixando um gosto amargo.

Com isso, e minha fase de sair mais, ir a shows e socializar, fui me afastando dos videogames. No último ano com o Xbox 360, jogava apenas FIFA 13, mesmo sem gostar de jogos de futebol. Zerei outros jogos, mas nenhum foi marcante. Gears of War foi o melhor, mas os demais exclusivos não me prenderam ao Xbox. Comecei a pensar em parar de jogar, não por achar que videogame era uma fase, mas por falta de empolgação com os jogos. Sentindo nostalgia, precisei voltar às raízes, mas isso é assunto para outra ocasião.

Xbox é um grande console, mas falta algo que Nintendo, Sony e Sega têm: alma.



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