terça-feira, 2 de agosto de 2022

Donkey Kong Country: A Trilogia que Beira a Perfeição

A quarta geração de consoles estava firme e forte. O tempo foi passando e grandes jogos foram surgindo. Acho que já mencionei que o Super Nintendo foi uma verdadeira fábrica de clássicos, não é? Mas teve uma franquia em especial que surgiu no Super Nintendo e rendeu uma trilogia maravilhosa, levando o console ao limite: Donkey Kong Country. Vou tentar descrever o que lembro desse jogo sensacional.

Quando joguei Donkey Kong Country pela primeira vez, no meu catálogo de jogos já haviam passado títulos como: Super Mario World, Final Fight 3, Street Fighter, Mortal Kombat, Top Gear, só para citar alguns exemplos. Acostumado com esses jogos (e já adianto, sem desmerecê-los), tive um impacto visual enorme com DK devido à tamanha qualidade do jogo.

Sério, parecia que eu estava diante de um novo videogame. A box art do jogo já se destacava das demais, passando a sensação de ser algo divertido e bom. Na verdade, acho que todos os jogos tentam passar essa impressão pela capa, mas DK era diferente, e com razão. Enfim, consegui alugar o jogo, que já chegou nas locadoras sendo muito requisitado e difícil de encontrar, e então, era hora de conferir se ele era tudo isso mesmo.

De fato, era diferente, como já mencionei. A Rare (Rareware), que até então eu desconhecia, fez um jogo fantástico. Na época, eu nem ligava para a empresa que fazia o jogo, só queria jogar. A Rare teve uma parceria de ouro com a Nintendo que durou por alguns anos e acabou sendo desfeita quando a empresa foi comprada pela Microsoft. Mas enquanto ainda era parceira da Nintendo, a Rare rendeu bons frutos nos anos 90. Donkey Kong apresentava um visual que eu não sei explicar por ser leigo, mas parecia misturar uma animação meio que realista, algo diferente para a época, como se os personagens fossem modelados em 3D. Agora, a trilha sonora... olha, sei que sempre digo sobre o quão marcantes foram as trilhas dos jogos de 8 e 16 bits, e DK segue o padrão acima da média, com músicas que combinam muito bem com o estilo de jogo. Dave Wise, o compositor, acertou em cheio aqui.

 
Não vou falar da trilogia separadamente, vou fazer igual no post de Mega Man: falar da experiência da trilogia como um todo. Voltando ao jogo, quando aluguei e joguei pela primeira vez, além de todas as impressões descritas acima, me veio à mente um dos jogos mais divertidos do Super Nintendo. O carisma é enorme e DK é um jogo bem desafiador, tanto que não terminei a trilogia clássica. As fases iniciais eram razoavelmente fáceis, como um tutorial, mas posteriormente as coisas complicavam, e quem não se lembra da fase do carrinho nas minas? O que tinha de legal tinha de difícil, mas era uma fase que "quebrava" um pouco o ritmo do jogo, que era cadenciado, e passava para um ritmo mais acelerado. E falo isso de maneira positiva, pois dava uma boa variada. O jogo contava com fases bônus que, para mim, não eram grande coisa, e o charme eram os animais que serviam de montaria, como o Rinoceronte (Rambi, similar ao papel do Yoshi em Super Mario World), que atropelava tudo pela frente. Tinha também o peixe-espada, que facilitava demais as fases aquáticas, e o papagaio que você montava e podia voar... enfim, cada um tinha sua própria habilidade e mudava a dinâmica do jogo. E falando em cada um ter suas próprias habilidades, Kong, o personagem principal, era o mais forte, enquanto Diddy era mais ágil. Já em Donkey Kong 2, Kong foi sequestrado e, em seu lugar, entra Dixie, a cabeluda, que podia girar seu cabelo como hélice e planar por pouco tempo. Diddy é mantido no jogo e ambos vão em resgate do gorilão. No terceiro jogo, que é o que menos me recordo, estreia Kiddy Kong, o bebê que também era mais forte. Outro detalhe característico da série é a quantidade de segredos e fases secretas, algo que na época era difícil de descobrir, mas quando descobria, era uma enorme satisfação.
 

Enfim, mesmo hoje, a trilogia clássica figura entre os melhores jogos de plataforma 2D. Quem procura um excelente jogo de aventura, com estilo artístico e trilha sonora incríveis, desafiador, mas não extremamente difícil, com personagens carismáticos e marcantes, Donkey Kong Country é um prato cheio. Hoje, a série está meio esquecida, mas vez ou outra sai um novo jogo. A Rare, como dito acima, não faz mais parte da Nintendo, com quem eram parceiras, e não trabalha mais na série, que é propriedade intelectual da Nintendo. Esta seguiu em frente e deu continuidade à franquia e não fez feio, pois mesmo sendo feito por outro estúdio (Retro Studios, subsidiária da Nintendo), o jogo mantém a base característica da série com excelentes jogos. Talvez eu não tenha falado do jogo da maneira que ele mereça, e talvez eu tenha sido raso nas palavras, porém, em minha defesa, mesmo sendo o maior fã da série e tendo terminado apenas os dois últimos jogos lançados em 2010 e 2014 (Donkey Kong Returns e Tropical Freeze), a trilogia clássica do Super Nintendo só joguei nos anos 90, então, tenho poucas lembranças, mas ainda assim é o suficiente para figurar entre meus jogos favoritos e me trazer uma nostalgia muito forte até hoje. Me lembrei agora de uma vez que uma colega de escola me emprestou o jogo e mudou de escola no final do ano, e eu não a vi mais. Naquela época era difícil manter contato, eu só a via na escola. Fiquei um bom tempo com a fita, que era paralela e não salvava o jogo, então perdia todo o progresso. E um belo dia, do nada após alguns anos, ela apareceu na porta da minha casa para pegar o jogo. Triste, devolvi para ela, o que era o correto a se fazer.


Uma coisa é inegável: a Rare fez um trabalho primoroso, e não apenas isso, pois DK acabou se tornando parâmetro para futuros jogos de aventura, sendo um dos jogos mais influentes e referências no estilo, ao lado de Super Mario World. O que teria acontecido se a Rare continuasse fazendo jogos da série? Isso jamais saberemos. Será que conseguiriam evoluir ainda mais a série ou manter o padrão? Bom, de qualquer modo, fomos presenteados com uma trilogia primorosa. Enfim, nos resta torcer para que a Nintendo tenha mais carinho com a série e que esta possa ter lançamentos mais frequentes, pois é um clássico que atravessou gerações e é sempre lembrado com muito carinho pelos fãs. 

Trailer do primeiro jogo - 1994




Nenhum comentário:

Postar um comentário