segunda-feira, 25 de julho de 2022

O Fim da Terceira Geração: O Início de Uma Nova Era dos Videogames

 
A terceira geração de consoles já estava prestes a chegar ao fim para mim. Como mencionei em postagens anteriores, meu primeiro contato foi com um Atari quando eu ainda tinha 4 anos, em 1989. No entanto, meu primeiro videogame foi um Phantom System, clone do NES. Agora, com 6 anos, eu já vislumbrava o fim da terceira geração e ainda tive tempo para conhecer novas franquias no NES e ter contato com outro console: o Master System, mesmo que brevemente.
Meu primeiro contato com videogames foi com um Atari, onde joguei apenas uma vez na casa de um primo mais velho. O jogo era Enduro. Depois disso, voltei a jogar somente em outubro de 1990, quando ganhei meu primeiro videogame. Mas por que estou repetindo isso? Pois, prestes a entrar em 1993, meu primo tinha um Master System. Nas visitas à casa da minha tia com minha mãe, pude conferir por algumas vezes o sucessor do Atari do meu primo, o Master System. Naquela época, era difícil encontrar crianças com videogame, principalmente no interior. Mesmo com meu Nintendinho, ver outro console era uma experiência diferente, como se eu nunca tivesse visto um videogame. Eu achava incrível o estilo de arte das caixas dos jogos do Master System e adorava aquele controle quadradinho, que era perfeito para minhas pequenas mãos. Infelizmente, pouco explorei o catálogo do Master, limitando-me a dois jogos: Mônica no Castelo do Dragão e o até então mascote da Sega, Alex Kidd.
 
Mônica no Castelo do Dragão e Alex Kidd




Dois jogos que só pude jogar quando minha mãe me levava à casa da minha tia. Para uma experiência melhor, o ideal seria eu jogar em casa quando quisesse e por mais tempo, mas como não tinha essa opção, ao menos pude jogar algumas vezes lá. Mônica no Castelo do Dragão foi o primeiro jogo que joguei no Master. Não gostei tanto, joguei algumas vezes, mas ainda assim me diverti. Tenho algumas memórias das primeiras fases. O que realmente gostei foi Alex Kidd. Por ter jogado mais, tenho memórias mais claras deste jogo. Lembro da trilha sonora, da fase inicial e, por algum motivo, a fase aquática é a que mais lembro. Minhas lembranças depois são na locadora, onde eu ficava olhando as artes das caixas dos jogos e imaginando como seriam. Um jogo que me intrigava era o do Michael Jackson, que nunca joguei, mas sempre pegava a caixa e ficava vendo a arte e a parte de trás que mostrava um pouco do jogo. Infelizmente, este foi o máximo que tive do Master System e depois nunca mais joguei. 
 
Rocki'n Kats
 
 

Voltando ao Nintendinho, algumas franquias me marcaram e ainda consigo lembrar delas. Além dos jogos que foram destaque para mim e que já citei em posts anteriores, outros que me marcaram foram: Rocki'n Kats, Yo! Noid e Double Dragon.

Rocki'n Kats 

 Lembro bem deste jogo, que chegou a ser um dos meus mascotes favoritos na época. Que joguinho bacana e carismático! A trilha sonora ainda ecoa em minha memória, mesmo que vagamente. A pistola que soltava um soco com uma luva de boxe branca, usada também para pendurar em lugares altos, era genial. As batalhas com os chefões, os itens que podiam ser adquiridos para facilitar as fases, e os estágios bônus ainda estão na minha mente. Aluguei este jogo várias vezes e ele marcou minha infância junto com Super Mario e Mega Man, que eram meus favoritos.

Yo! Noid 
 
Não sei ao certo o motivo deste jogo estar na minha lista. Sempre que lembro da época do Nintendinho, este jogo vem à mente. Joguei algumas vezes e pouco avancei, e achava muito estranho. Um jogo da Capcom que, mesmo hoje, não parece ter a cara da empresa. Lembro que era difícil e das fases iniciais. Por algum motivo, este jogo está sempre presente nas minhas lembranças e aluguei algumas vezes. Um detalhe interessante é que alguns cartuchos vinham com vários jogos e era necessário alugar um adaptador para jogá-los. Estes cartuchos continham muitos jogos em uma única fita, e lembro de vários deles, mesmo que não lembre os nomes. Todos os jogos que mencionei me marcaram de alguma maneira, seja pela diversão, dificuldade ou carisma.

Double Dragon

Este é um dos jogos que mais aluguei, junto com Mega Man. Double Dragon era difícil de conseguir alugar, pois muitas vezes, quando chegava à locadora, outra pessoa já havia alugado. Tenho quase certeza de que terminei este jogo, pois jogava tanto que decorava as fases e os inimigos. Escrever sobre isso me traz nostalgia e lembro claramente de cada fase e seus chefes. Clássico dos beat 'em ups: andava, batia em todos os inimigos, a dificuldade aumentava e no fim de cada fase havia um chefão. Os cenários mudavam bastante e era bem legal pegar alguma arma branca para enfrentar os inimigos. Double Dragon chegou a ter um crossover inusitado com Battletoads, que joguei pouco e lembro menos ainda.

O Fim da Terceira Geração

A terceira geração foi se aproximando do fim. Mesmo ainda novo, pude conferir o surgimento de grandes clássicos. Passei pela dificuldade da era 8 bits, o que me ajudou nas futuras gerações a sempre superar os desafios nos jogos. Já era 1993, e meu pai conseguiu construir nossa casa; estávamos prestes a sair do aluguel e mudar. Foi na terceira geração que ouvi muito da minha mãe que videogame iria estragar a televisão. Anotar Passwords e me divertir nas tardes solitárias enquanto minha mãe cuidava dos afazeres da casa, minha irmã estudava e meu pai trabalhava. Passava tardes sozinho jogando e, sinceramente, gostava demais. Lembro com carinho até hoje. Também foi com o Nintendinho que pude compartilhar um pouco de entretenimento raro com minha irmã. Jogamos pouco, mas nos divertimos. Agora, num futuro muito próximo, eu estava prestes a entrar na quarta geração de consoles, fazer muitos amigos para jogar juntos e viver minha maior fase em locadoras e com as saudosas revistas de games. Mas essas histórias vão sendo dosadas aos poucos e contadas nos próximos posts.







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