sexta-feira, 22 de julho de 2022

Mega Man: O Novo Personagem Favorito e Sua Jornada Icônica

Vamos continuar com meus primeiros passos no mundo dos jogos e como fui me aprofundando e conhecendo novas franquias - algumas extintas e outras firmes e fortes até hoje. Como mencionei na postagem anterior, tive meu primeiro contato com uma locadora e novos jogos. Mas teve um jogo em especial que eu queria ter alugado, mas deixei passar: Mega Man. E é sobre ele que quero falar, além da dificuldade presente nos jogos de 8 bits.

Minha primeira vez em uma locadora foi, como eu disse no post anterior, quando eu tinha 5 ou 6 anos. Era muito novo e estava encantado, olhando ao meu redor, com tantos jogos e tantas opções. Pude escolher três jogos para alugar: Circus Charlie, Super Mario Bros 2 e Super Mario Bros 3, onde já relatei minha experiência no post anterior. Também mencionei que teve um jogo que me chamou bastante atenção. Na verdade, a arte da caixa me chamou atenção, e era Mega Man, o famoso robozinho azul da Capcom que, nos anos 80/90, foi o carro-chefe da empresa juntamente com Street Fighter.

Não cheguei a alugar o jogo na época, pois escolhi outros. Ficava imaginando como seria esse tal de Mega Man e pensando em quando meus pais me levariam para alugar jogos de novo. Algum tempo se passou, voltei à locadora, mas Mega Man sempre estava alugado. Acabei escolhendo outros jogos, alguns dos quais tenho apenas uma vaga imagem na memória. Outros foram marcantes e lembro até hoje. Aluguei jogos de corrida, jogos de avião (lembro de Sky Destroyer, se não me falha a memória), mas os que mais me marcaram foram Ninja Gaiden, Battletoads e, claro, Mega Man. E foi jogando esses jogos que descobri quão desafiadores eram numa época em que praticamente não havia escolha de níveis de dificuldade e acesso a dicas e informações era escasso. Tinha de ser na raça, e Ninja Gaiden foi um dos primeiros a me ensinar essa lição. Na verdade, a dificuldade elevada era um meio de fazer os jogos durarem mais tempo, já que não dava para criar jogos extremamente complexos e cheios de fases devido às limitações da época.

Ninja Gaiden 

Quem jogou Ninja Gaiden sabe do que estou falando. Esse jogo era desafiador e muito difícil, mesmo hoje em dia. Terminar ele na raça é uma árdua tarefa. É difícil datar todas as minhas lembranças, mas acho que já tinha 6 anos, e posso dizer que fui moldado com base em jogos bem difíceis. Na infância, eu era fascinado por ninjas, talvez por influência dos programas Tokusatsu que eu tanto gostava. E Ninja Gaiden é um jogo que ganhou minha atenção já pela capa, e o jogo é tão bom quanto difícil. Claro que não cheguei a terminar, mas avancei bastante. Minhas lembranças são escassas, mas entramos agora em outro jogo difícil: Battletoads, do qual consigo lembrar com mais clareza.

Battletoads 

Jogos com visuais agressivos, estilo badass, se tornaram meus favoritos, e Battletoads cumpre todos esses requisitos. Só pela capa eu já estava convencido. Tanto o visual quanto a trilha sonora desse jogo me encantavam. Meter porrada em monstros no melhor estilo beat 'em up era fantástico. Imagina um garoto fã de Tokusatsu em geral e filmes estrelados pela minha trindade favorita: Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone e Jean-Claude Van Damme. Esses eram referência para a molecada dos anos 80/90; fomos moldados neste estilo, e jogos que lembravam quaisquer aspectos destes eram um sucesso. Battletoads foi mais um que eu falhei em terminar e parei na terceira fase. Em minha defesa, mesmo hoje em dia, a maioria empaca na terceira fase - a diabólica e quase impossível fase da motinha. Mas as duas primeiras fases eu passava até com uma certa facilidade, pois já sabia quase de cor.

Quem chegou a essa fase sabe o significado da palavra frustração.


Quem chegou nesta fase sabe o significado da palavra frustração

Mega Man

 
Depois de diversas tentativas de alugar Mega Man, finalmente consegui em um final de semana. Aluguei Mega Man 2 e, sim, era tudo o que eu esperava e mais um pouco. Super Mario foi o jogo que veio no meu Nintendinho e possivelmente o que eu mais joguei até enjoar. Mario era meu personagem mais querido, mas perdeu lugar para Mega Man. A música viciante, o visual vibrante e jogar com um garotinho robô com poderes distintos, que dificilmente se encontrava em outros jogos, era demais. As fases eram bem diferentes umas das outras, cada uma com seu visual único. O lance de passar a porta automática no final da fase, indicando que um chefão te aguardava, era muito bacana. O visual dos chefes, os poderes adquiridos após derrotar cada um, a roupa e os disparos do canhão de plasma, diferentes após absorver dos chefes derrotados, eram criativos e permitiam mudar a estratégia nas batalhas. Não posso esquecer do Rush, que ajudava a superar alguns obstáculos e podia se transformar, permitindo voar, por exemplo, mudando a dinâmica e ritmo das fases com algumas mudanças ao longo da série.

Foi aqui que adquiri uma prática muito comum entre os gamers e que perdurou por mais de uma década: os Passwords. Foi assim também que surgiram os caderninhos de anotações, permitindo desligar o videogame sem perder o progresso. Era só anotar o Password e continuar de onde tinha parado. Acho que cheguei a jogar todos os Mega Man. O clima dos jogos mudava nos estágios finais, com um aspecto mais sombrio, até chegar ao castelo do Dr. Willy. Cheguei aos estágios finais de todos os jogos da série, mas apenas um Mega Man eu realmente zerei. Se não me engano, foi o Mega Man VII, já no Super Nintendo, mas isso foi na época. Hoje terminei todos via emulador. Teve outro que cheguei a terminar, mas não sozinho, e sim em turma com alguns primos mais velhos - os créditos eram mais deles do que meus.

Eu gostava da ambientação de Mega Man. Pode parecer estranho, mas eu achava solitário e, se for aprofundar e analisar, talvez fosse mesmo. Um garotinho sozinho lutando contra diversos inimigos robóticos. As músicas, algumas eu achava dançantes, mas outras solitárias, me davam essa imersão e eu gostava disso. Não sei se é pelo fato de ter lembranças minhas sozinho à tarde jogando, como já mencionei em outros posts, pois era bem solitário, mas eu não ligava; tinha ali um ótimo companheiro, que era meu videogame. Tenho na minha memória a escola, acho que na primeira série, eu tentando desenhar Mega Man no caderno. Adorava desenhar, ou melhor, tentar desenhar, e Mega Man por muitos anos foi o meu personagem favorito. Mas os anos foram passando e a era 8 bits já chegava ao fim de seu ciclo. Joguei outros jogos que também foram marcantes e ainda consigo lembrar deles, mas isso já é assunto para um próximo post. Logo após, vem o início da nova geração.

 
Que lindo este cartucho  
 

E assim anotávamos no caderno o Pasword para poder desligar e continuar depois.
Quando devolvia o jogo na locadora, bastava anotar tudo e quando alugar de novo era
só colocar o Password e continuar


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