quinta-feira, 28 de julho de 2022

Explorando o Super Nintendo: Descubra Tesouros Escondidos nos Jogos Clássicos

Depois de ganhar um Super Nintendo, era hora de aposentar o Nintendinho e explorar o novo console. Estamos em 1994, ano em que a seleção brasileira conquistou o tetra. Não posso datar a ordem cronológica dos jogos, mas vou aos poucos dosando aqueles jogos e momentos que foram mais marcantes na quarta geração.

Agora eu já estava mais... não vou dizer velho, pois ainda era garoto, mas sim experiente em relação a games. Digo isso porque no Nintendinho comecei com 4 anos, e jogar aqueles jogos com dificuldade elevada era uma árdua tarefa. Agora eu já estava mais familiarizado com videogames, mais treinado e com amigos onde um passava dicas para o outro.

Super Mario World

E para começar, Super Mario World, onde já dei um pequeno prequel no post anterior. Como eu me diverti com meus primos e amigos que fiz no bairro novo e como me impressionou o salto gráfico em relação ao Nintendinho. Uma franquia já conhecida, mas como o título sugere, renovada para o poderoso console de 16 bits. Músicas marcantes, visual colorido e a estreia de um dos maiores mascotes da série: Yoshi. Atrevo-me a dizer que mesmo hoje em dia este é o melhor jogo da série, na minha humilde opinião. Se na terceira geração não consegui finalizar quase nada, aqui as coisas mudam bastante, começando com Super Mario World. Terminei o jogo de cabo a rabo. Tentar entrar nas casas assombradas ou no castelo com Yoshi e se frustrar, descobrir rotas alternativas que levavam a outras direções no mapa, o mundo estrela com fases difíceis, com uma em especial onde Mario se infla igual um balão para flutuar até o fim. Que fase difícil! Ver Yoshis com cores diferentes do tradicional verde, com habilidades distintas, também era demais. Bowser estava muito mais intimidador do que os antecessores, a cada castelo com seus chefes únicos, visuais agressivos, mas ainda com um toque de infância e maneiras diferentes de derrotar. Esse era o poder da quarta geração. Terminei TODAS as fases do jogo, inclusive as especiais, mas isso, é claro, depois de abrir aquela fase secreta em cima da primeira mansão mal-assombrada onde podia fazer o macete das vidas e power-ups infinitos. Pegar a primeira peninha e conseguir voar ou passar fases inteiras com Yoshi, e sacrificar ele em um último ato de desespero para conseguir impulso num último pulo. Conseguir as chaves para abrir novas fases até então escondidas e passar raiva com aqueles peixes dorminhocos que, quando acordavam, davam tudo de si para te perseguir. E depois de terminar fazendo tudo no jogo, ao começar uma nova campanha, o jogo se transformava visualmente num estilo bizarro, com tons marrons e inimigos esquisitos. A Nintendo acertou a mão com Super Mario World, pois é um jogo acessível para iniciantes, mas que pode ser desafiador na medida certa para quem se dedicar a fazer 100% no jogo. Perdi as contas de quantas vezes terminei este jogo. A ilha final era amedrontadora e o último castelo era imenso comparado aos anteriores. Enfrentar Bowser dava medo, pois ele era bem imponente, mas logo se pegava o jeito. Foi uma satisfação quando fechei o jogo inteiro sozinho. Marcou minha infância. Mas não só de Super Mario World vivia o Super Nintendo, e era hora de rever outro querido personagem, agora mais trabalhado: Mega Man. Será que vai surtir o mesmo efeito que Super Mario World teve em relação à era 8 bits? Já adianto que a resposta é sim.

 Mega Man VII


Mega Man VII, ou Rockman 7, foi o primeiro que tive a oportunidade de alugar e jogar. A série depois teve uma mudança onde passaria a se chamar Mega Man X, que falarei ainda aqui neste trecho, mas sem colocar o carro na frente dos bois, começo com Mega Man VII, que é a evolução natural da ordem cronológica do Nintendinho. E se no Nintendinho não terminei pela dificuldade, mas sempre chegava até o castelo do Dr. Wily, aqui, assim como Super Mario World, as coisas mudam, pois terminei o jogo por completo, vasculhando cada canto possível do cenário. E a sensação foi a mesma com Super Mario, pois a diferença entre 8 e 16 bits era notável. Talvez para quem não acompanhou essa transição na época, hoje pode não parecer isso tudo, mas acredite: era algo similar quando você sai do Playstation 1 e migra para o Playstation 2. O início do jogo, com Mega Man no trenzinho sem o capacete, conversando com Dr. Light e Roll, já era o suficiente para mostrar o quanto estava melhor. A primeira fase, como uma introdução com inimigos robóticos enormes e um subchefe no meio da fase, dava a impressão de estar assistindo um desenho animado. Descobri o ponto fraco de cada chefe na raça de tanto que jogava. Terminava o jogo com certa facilidade. O visual após absorver o poder de cada chefe estava demais e os efeitos do canhão de plasma eram bem melhores e mais criativos. E então vou para a série X, onde a mudança foi ainda maior.
 
Mega Man X

Mega Man X foi o ápice da série para mim. Estava tudo mudado, mais radical, mais... complexo. Imagina eu, garoto que cresceu jogando Mega Man na terceira geração, tendo o privilégio de ver a evolução da série até o X. Não vou falar da experiência da trilogia até porque não lembro muito bem de todos. Meio que mistura um pouco em minhas lembranças embaralhadas, então falarei de Mega Man X, X2 e X3 tudo junto e misturado. O background das fases conseguia a façanha de ser mais bonito em relação ao Mega Man VII, que já era incrível. As músicas, nossa, novamente ouço em minha mente só de escrever aqui. Como são marcantes. De todas as ótimas e bem-vindas mudanças, é difícil dizer qual se destacou mais. As peças da armadura, os veículos, seja robô ou a moto, ou a inserção de um novo personagem, digamos, mais agressivo e poderoso e que muda a dinâmica de gameplay. O nome dele é Zero, e acho que este posso considerar a cereja do bolo.

Zero, não digo que era melhor que o X (Mega Man), mas para quem estava acostumado com o robozinho azul, ver Zero com seus tiros carregados, podendo emendar em uma sequência com seu sabre de luz ou espada de luz verde, era surreal para a série. Até a música de entrada dele era contagiante e os inimigos eram derrotados com certa facilidade nas raras vezes em que podia controlá-lo. Salvo engano, no X2, caso você não conseguisse todas as partes do corpo de Zero espalhadas pelo cenário, ele aparecia para te enfrentar e era bem difícil. E ainda tem sua entrada triunfal salvando o X, uma cena espetacular. Já as armaduras de X lhe concediam habilidades úteis além do agregado visual, deixando X poderoso quando se conseguia todas as partes. Dash, dash aéreo, tiro carregado mais poderoso eram algumas dessas habilidades. Uma vez, assistindo a um primo meu jogar, tinha um lance em que você poderia ter todas as partes da armadura de X dourada e, claro, mais poderosa, mas só vi isso essa vez e não sei os requisitos para conseguir este feito. E o hadouken? Um amigo passa a dica para outro que conta para outro e eis que surge um rumor que pude confirmar que era real: dava para achar uma pequena área secreta, cumprir alguns requisitos e, feito isso, poderia usar o hadouken de Ryu, que era da Capcom, mesma casa do Mega Man. Hadouken só poderia ser usado com a energia cheia e derrotava qualquer inimigo com um acerto. E com sucesso veio Mega Man X2 e X3, com novas adições como a moto, que era razoavelmente difícil de controlar, e um robô com habilidades únicas que X podia controlar em algumas fases. Terminei todos os Mega Man X do Super Nintendo.

Em suma, estes foram dois jogos cujos antecessores joguei na era 8 bits e que serviram como exemplo de mudança para a geração 16 bits. Atualmente, acompanho os jogos novos do Mario, que continuam ótimos, afinal, o bigodudo é prata da casa Nintendo. Já Mega Man não acompanho com entusiasmo, pois em meados dos anos 2000 a série deu uma decaída e hoje está meio fora de foco. A Capcom tem outros jogos como carro-chefe da empresa e Mega Man ficou meio esquecido. A quarta geração teve muitas surpresas, muitos jogos maravilhosos que aos poucos vou contando por aqui.



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