sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Redescobrindo a Magia dos Games Retrô

Quando comecei aqui no blog, contei sobre meu início no mundo dos games, lá no finalzinho dos anos 80. Meu primeiro console foi um clone do Nintendinho, e o segundo, um Super Nintendo. Essa foi minha infância, uma época maravilhosa, que me traz muitas lembranças boas ligadas à Nintendo. O Super Nintendo, que durou até 1996, foi meu último contato com a Big N.

Para ser justo, tive um GameCube, acho que em 2002, mas não considero uma experiência significativa. Embora eu reconhecesse a qualidade do console, a troca que fiz não foi das melhores. Não tinha nenhum jogo, e na época, era raríssimo comprar jogos pela internet. A única locadora na minha cidade que tinha jogos para GameCube oferecia apenas uns dez títulos, nenhum deles grandes sucessos ou exclusivos. Durante o ano em que estive com o GameCube, liguei o console umas três vezes para jogar títulos que nem lembro bem. Tinha um de vôlei, um de corrida e um de futebol. Depois disso, troquei o console e não sei mais nada sobre ele.

Pulando para meados de 2008, fiquei décadas sem contato com nada da Nintendo e estava completamente insatisfeito com o Xbox 360, como já escrevi aqui no blog. Eu trabalhava, mas não ganhava bem. O PlayStation 3 estava caro e seus jogos eram apenas originais, sem desbloqueio. O Xbox 360 era legal, mas faltava algo que não me deixava satisfeito. Com poucos amigos jogando videogame, comecei a sentir uma nostalgia pelos jogos antigos, a ponto de considerar a compra de um Wii usado, console que nunca tinha me chamado a atenção.

Foi em 2011 que a Nintendo lançou o Nintendo 3DS, e eu pude ver o novo portátil no YouTube. O próprio Nintendo DS, que eu teria futuramente, também não me chamava atenção. Morar no interior era complicado, pois era difícil ver alguém com um console ou portátil novo, e a internet não era como hoje. Mas ao ver o 3DS em alguns vídeos, fiquei fascinado e queria vê-lo de perto, só não sabia como.

No final de 2011, em um shopping com um amigo, vi uma loja de games. Lá, tinha um 3DS lacrado custando mais de mil reais. Eu não iria pagar esse preço sem antes poder testar. Na loja, se recusaram a abrir o console para mostrar, então usei psicologia contra o vendedor. Disse que meu pagamento cairia no dia seguinte e eu só compraria se pudesse testar antes. Quando saí da loja, o vendedor me chamou de volta, abriu a embalagem e pude ver o 3DS funcionando.

Não tinha jogos, mas tinha aqueles cartões de realidade aumentada que acompanham o 3DS. Aquilo me deixou impressionado. Pronto, eu queria um Nintendo 3DS. No início de 2012, falei com um contato que trazia produtos do Paraguai e comprei um Nintendo 3DS Aqua Blue, junto com Super Mario 3D Land e Resident Evil Revelations. Com os dois jogos, ficou quase metade do preço do shopping. Agora era hora de testar e voltar a jogar Mario depois de décadas.

Voltando aos Bons Tempos: Super Mario 3D Land

Com o 3DS em mãos, percebi o quanto carinho foi investido nele e o quanto era bem construído. A canetinha touch era um charme, e passei um tempo brincando com as cartas de realidade aumentada. Iniciar Super Mario 3D Land foi literalmente uma viagem no tempo. A sensação de não querer jogar, que eu tinha com o Xbox 360, desapareceu. Entendi que a Nintendo tem essa magia, leveza, criatividade e foco total na diversão de seus jogos. Logo na primeira fase, me senti criança novamente, uma satisfação que não sentia há muito tempo. Mario é Mario, né? Um jogo tranquilo, divertido, descompromissado, gostoso de jogar fase após fase, com fases cada vez mais criativas. Usar o giroscópio do 3DS para mirar binóculos e o efeito de profundidade 3D eram geniais. Hoje, confesso que o 3D do 3DS não é lá essas coisas, mas na primeira vez que vi, achei incrível. Gostei tanto do jogo que terminei fazendo 100%, algo raro para mim. De fato, o 3DS trouxe toda a nostalgia de volta.

Resident Evil Revelations: Apagando a Má Impressão de Resident Evil 6

Saindo de Super Mario e partindo para Resident Evil, confesso que tinha minhas dúvidas. Pelos trailers, parecia ótimo, mas as últimas impressões com Resident Evil 5 (mediano) e Resident Evil 6 (no máximo, mediano) me deixaram receoso com Revelations. Mas, Revelations apagou as más impressões deixadas pelos antecessores. Já impressiona pela qualidade gráfica, considerando a limitação do portátil da Nintendo.

Outro fator positivo é a ambientação no navio, que lembra o primeiro Resident Evil, com acomodações luxuosas e corredores apertados. Para mim, que sempre gostei de coisas diferentes, usar a segunda tela do 3DS para resolver puzzles era demais.

Conclusão

O Nintendo 3DS pode não ter sido o melhor console ou portátil que tive, mas foi importante porque veio em uma fase ruim para mim em relação aos games, trazendo inovação com uma pitada de nostalgia. Joguei muitos jogos e aprendi uma lição valiosa com a Nintendo: gráficos se tornam um detalhe quando o jogo é tratado com carinho e prioriza a diversão. Não vou ser hipócrita, pois disse que Resident Evil Revelations teve gráficos impressionantes. A evolução gráfica é um atrativo, mas quando jogos são apenas gráficos, encantam à primeira vista, mas acabam decepcionando posteriormente. Nada melhor que pegar um joguinho divertido para variar, e o 3DS era perfeito para isso. Não sei como seria minha vida em relação aos games se o 3DS não tivesse aparecido, mas sei que ele me deu um gás a mais. De lá para cá, as coisas só melhoraram.


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