Já mencionei aqui no Blog minha grande admiração por Final Fantasy, especialmente pela clássica trilogia do Super Nintendo. No entanto, só fui jogar essa trilogia muito depois, através de emulação. Meu primeiro contato real com a série foi no Playstation, com Final Fantasy VII, que me abriu as portas para o rico universo da série, tornando-se a principal franquia da até então Squaresoft.
Em 1997, com o lançamento do primeiro Final Fantasy para Playstation, comecei a... bem, detestar a série. Calma que eu explico. Naquela época, muitos jogos eram lançados primeiro no Japão e só depois de alguns meses chegavam ao ocidente. Também era comum encontrar jogos piratas. Minha primeira cópia de FF VII era uma versão japonesa pirata. Se eu mal sabia inglês, imagine jogar um RPG totalmente em japonês! Foi um primeiro contato frustrante com a franquia. Além disso, eu estava encantado com gráficos 3D como os de Resident Evil, então ver FF VII com aqueles gráficos quadrados e pouco atraentes foi decepcionante. Mas algo naquele jogo me atraía, e eu queria tentar. Com códigos de Game Shark para vida infinita, todas as magias e invocações, consegui dar meus primeiros passos no jogo, mesmo em japonês. Porém, acabei abandonando o jogo até conseguir uma cópia americana mais tarde naquele ano.
Final Fantasy VII: o jogo que não terminei
Nos anos 90, tinha dois grandes amigos mais velhos e experientes em games, especialmente RPGs. Eles foram uma grande influência para mim, e eu tentava jogar tudo o que eles jogavam. Após o breve contato inicial com FF VII, consegui uma cópia americana e, com a ajuda desses amigos, avancei mais no jogo. O estilo RPG começou a me conquistar, e o que antes eram gráficos problemáticos se tornou apenas um detalhe. A fantástica trilha sonora e as cenas em CG me encantavam. Eu comecei a gostar das batalhas por turno, gerenciamento de itens, magias e as fantásticas invocações de Summons. Mesmo sem entender completamente a história, já que o jogo estava em inglês, era mais fácil gerenciar menus e outros elementos.
Infelizmente, não consegui passar do final do primeiro disco e acabei desistindo temporariamente. Este é o jogo que sempre me vem à mente quando penso na minha adolescência. Apesar de não ter terminado, marcou minha infância tanto quanto outros jogos do Nintendinho. Anos depois, troquei meu FF VII por outro jogo, mas a vontade de continuar a aventura permaneceu. Um amigo me emprestou outra cópia, e eu pude recomeçar do zero, agora com uma revista e mais experiência. Passei o primeiro disco, mas tive que devolver o jogo antes de terminar. Até hoje, não terminei o jogo, exceto pelo remake no Playstation 4. No entanto, Final Fantasy já tinha me conquistado, e eu acompanhava a série através de revistas.
Final Fantasy VIII: O Primeiro Título Finalizado da Franquia
De meados de 1997 até o lançamento de Final Fantasy VIII em 1999, acompanhei com entusiasmo todas as informações do jogo. As poucas imagens de gameplay nas revistas mostravam um enorme salto gráfico em relação ao seu antecessor, o que aumentava minhas expectativas. Na própria abertura do jogo, já era evidente que se tratava de uma grande produção. Quando finalmente consegui uma cópia do jogo, foi o primeiro da série que finalizei.Hoje pode parecer datado mas na época FF VIII era um dos jogos mais bonitos com cenas cinematográficas impecáveis. E ainda em 99 eu consegui uma cópia do jogo este que foi o primeiro da série que eu finalizei.
Abertura de Final Fantasy VIII é linda
Final Fantasy VIII foi controverso, mas para mim, o jogo é nota 10. Personagens carismáticos, romance, aventura e vilões marcantes. O mini game de cartas era viciante, e eu consegui quase tudo no jogo com a ajuda da revista Gamers Book. Derrotei Omega Weapon, obtive todas as cartas e Guardian Forces. Final Fantasy VIII consolidou minha paixão pelo RPG e se tornou um dos meus jogos favoritos.
Final Fantasy IX: despedindo da geração em grande estilo

Antes de falar em Final Fantasy IX, é importante mencionar que ele serve como um retorno às origens, sendo o último jogo da série para o primeiro Playstation. Até FF V, a série tendia para o lado medieval, com reinos, reis, rainhas e cristais. A partir de FF VI, a série migrou para uma estrutura mais moderna, culminando em FF VIII. No nono jogo, voltamos às eras medievais com um estilo cartunesco. Tudo é muito bonito, com um clima leve e amistoso de aventura, mas com um fundo profundo e melancólico.
O protagonista Zidane, junto com Vivi, Garnet e seu fiel guardião Steiner, conduzem a aventura em um ritmo prazeroso. Novamente temos mini games de cartas, belíssimas cenas em CG e grandiosas invocações de Summons. Final Fantasy IX está em uma ótima posição entre meus jogos favoritos e merecia maior destaque. Talvez por ter sido lançado no ano 2000, no fim da geração, não recebeu a atenção devida, já que o foco estava nos jogos da próxima geração.
Propaganda inusitada entre Final Fantasy IX e Coca Cola
Nostalgia e Continuidade
Atualmente, continuo fã de Final Fantasy e jogo os títulos mais recentes, mas sempre sentirei nostalgia pelos jogos mais antigos. É natural que os jogos evoluam, e cabe a mim lembrar com carinho dessa fantástica trilogia que a Square nos brindou na geração 32 bits. E por falar em geração, o Playstation estava chegando ao fim, e seu sucessor para mim foi o Dreamcast, mas essa história fica para outra ocasião.
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Arte - Rachid Loft




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